06 Outubro 2008

Dr.Oswaldo na Aroma da Terra?


- Aqui, aqui, mata aqui....
- Hei você! Extermina aqui também...aqui esta cheio deles, estas pestes pretas e roedoras causadoras de tanto mal.
- Vamos exterminar todo o Rio de Janeiro. Vamos acabar com esta peste que assola e devasta o meu Brasil.

Esta era as ordens e determinações do grande Dr.Oswaldo Cruz o maior sanitarista brasileiro de todos os tempos.
Oswaldo Cruz foi o nosso Arnold Schwarzenegger, foi o nosso exterminador implacável. O terror dos ratos cariocas do inicio do ano de 1903 quando assumiu a Secretaria Geral da Saúde Pública do Rio de Janeiro.

Ele foi em frente na sua determinação inabalável de acabar com a peste bubônica a qual na Europa do século XIV ficou conhecida como Peste Negra. Ela que foi a causadora na Europa de mais de 75 milhões de mortos, quase a metade da população da época. Era agora o grande mal na capital brasileira do início do século XX.
Apesar do criticismo e da revolta dos cariocas que moravam na capital a sua faina e determinação o fizeram seguir em frente.

Morreu em 17 de Fevereiro de 1917 aos 45 anos, um ano antes do fim da primeira guerra mundial. Morreu naquela tarde quente de pleno verão carioca pensando que a sua missão tinha terminado.

Morreu achando que tinha acabado com os ratos-pretos (Rattus rattus) e por conseguinte a transmissão da bactéria Yersinia pestis transmitida ao ser humano pelas pulgas dos ratos-pretos.

O imortal Oswaldo Cruz o maior sanitarista que o Brasil já conheceu não escutava reclamações dos cães que ladravam, ele fez e a sua caravana passou. Oswaldo Cruz não queria nem saber se a bolsa caiu devido ao crách da bolha imobiliária dos EUA ou se o foi da “Bolha” criada agora em Portugal por meia-dúzia de malandros-preguiçosos para fazer novos-ricos em escala piramidal, sem trabalhar, sem plantar...só colher.
Ele queria era cumprir a sua missão: exterminar ratos.

Foi lendo sobre o Oswaldo que nesta semana fui surpreendido novamente pela famosa e aguardada circular de comunicação da Federação dos Empregados nas Indústrias Químicas de Santa Catarina que avisa as empresas ( e Aroma da Terra também, claro)que conseguiram depois de muita luta um aumento de 9% para a sua classe (a classe “deles” são os nossos funcionários, entende?).

Esta comunicação é feita na forma de um panfleto onde aparecem (mal desenhados, por sinal) um legítimo cabo-de-guerra. De um lado a classe patronal aqui representados por duas pessoas gordas, de terno e gravata fumando um charuto e na outra ponta quatro magrinhos e uma magrinha, desnutridos, ranacorosos e mal encarados, representando os trabalhadores, os empregados, ou seja a classe dos empregados (nossos funcionários, entende?).

Mais uma vez a Federação dos Empregados nas Indústrias de Plásticos e Químicas de Santa Catarina se esmera em representar a mim que sou empregador, que trabalho, gero riqueza, pago meus impostos e pago religiosamente em dia meus funcionários, onde nunca atrasei o salário deles um dia sequer nestes 192 meses.
Me representa gordo e fumando através de um traço grosseiro, eu que sou magro, detesto o fumo e tampouco entro em disputa com empregados, agora estou ali estático a puxar uma corda junto com outro empregador que tal como eu é gordo e fumante ativo.

Nada contra os que são gordos e fumam mas eu não gostei e em Portugal aprendi com meu amigo Gualdino que “Quem não sente não é filho de boa gente”. Portanto como sou filho de boa gente...

Sempre dei o melhor para os meus funcionários. Sempre os tratei com respeito e carinho. Retribuo com dinheiro a sua dedicação a minha empresa e não concordo mais uma vez com esta falta de inteligência, deselegância e grosseria em representar a classe patronal e eu principalmente desta forma.

No ano passado o dito sindicato fez uma coisa muito parecida: escreveu em letras gordas e vermelhas no comunicado de 2007 e entregou na minha empresa ...”Enquanto os patrões enriquecem, a classe trabalhadora adoece e empobrece” dizia então o dito de 2007. O que me levou a protestar e mostrar a minha indignação através da AEMFLO – Associação das Empresas de Florianópolis e São José e da FIESC-Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (que por sinal nem deram bola para a minha reclamação que fiz por escrito).
Não contente, entreguei uma carta de reclamação pessoalmente ao sindicato e reclamei ao seu presidente que disse que iria falar com os responsáveis, que não tinha visto aquilo, etc...mas pelo jeito não fez nem o etecetera. Vou ter que retornar lá novamente.

As diferenças entre classes tem que ser respeitada não interessa o que fizeram ou que disseram para chegar ao índice anunciado. Interessa sim é em ver a classe patronal como aliada e não como fumadores gordos sempre dispostos a tramar seus empregados.

Este tipo de representação e de linguagem até poderia ser aceito nos anos 60 ou 70 mas agora onde cada vez mais uma empresa vê no seu empregado um aliado, um colaborador, um parceiro. Agora não.

Este tipo de sarcasmo não fica bem num sindicato que diz representar milhares de empregados em Santa Catarina e que tem um vice-presidente da República brasileira industrial e dono da COTEMINAS e no seu expoente máximo um presidente da república orindo do movimento sindical onde ele sim é o maior empregador do Brasil.

É um retrocesso na construção de um país melhor para todos.
É um Yersinia pestis sindical.
É uma tentativa de minar as empresas inoculando nos empregados o vírus da inveja, da discórdia e do descontentamento entre parceiros.
O Sindicato esta fazendo um deserviços ao Brasil.

Esta na hora de mudar conceitos e ver a classe patronal como aliada e não como causadoras de moléstias.
Esta na hora de saber que se nós não fizermos de tudo para manter nossas empresas ativas não precisaremos de sindicatos
Não aceito esta tentativa de propagar dentro da minha empresa a discórdia, o jogo de interesse e a forma bubônica de propagar a moléstia e a discórdia.

Ai que saudades do Dr.Oswaldo, se ele ainda fosse vivo eu o contrataria como o fez Pereira Passos o prefeito do Rio de Janeiro em 1903.
Desencarna Dr.Oswaldo e vem pra São José podes morar ali perto do Meu Cantinho e entre uma picanha e um gole de chopp montaremos uma estratégia de ataque com morteiros e rampas de lançamentos de finas agulhas para acabar com as pulgas dos Rattus rattus catarinus. Ave Oswaldo.

Paulo Santos
Presidente da Aroma da Terra