Reclamação da Campanha de 2007
Em Agosto de 2007 reclamei do tratamento dado a classe patronal, abaixo a carta que enviei a Federação, Fiesc,Aemflo e entregue pessoalmente no sindicato da categoria aqui em Biguaçu.
A
Federação dos Trabalhadores nas Ind.Quimica de Biguaçu.
Resumo da carta enviada em 06 de Agosto de 2007 reclamando do tratamento do impresso distribuído na porta de entrada da Aroma da Terra Brasil na altura da campanha salarial de 2007.
Prezados Senhores:
Saudações
Acuso o recebimento e a distribuição para os meus funcionários do vosso panfleto da campanha salarial acima.
Sempre pautamos pela formalização legal de todos os nossos funcionários e mostra isso que nunca tivemos em 14 anos de funcionamento nenhum caso de reclamação junto aos vossos sindicatos e junto ao Ministério do Trabalho. Cumprimos a lei sempre, e sempre também vimos os nossos funcionários como da família, amigos e sempre que nos referimos a eles os tratamos como colaboradores e não como empregados.
Este tratamento não é único da minha empresa Aroma da Terra mas também de outras empresas as quais eu conheço daqui de São José e de Santa Catarina. Em muitas delas o tratamento é talvez o mesmo ou melhor até.
Sei também que tem empresas que não cumprem as leis e trata os seus empregados de uma outra forma.
Sendo assim quero manifestar a minha indignação de que o folheto acima ter uma chamada em vermelho de que.....Enquanto os patrões enriquecem, a classe trabalhadora adoece e empobrece...
Isto não é verdade em muitas empresas e não só a nossa.Muitos trabalhadores tem auxilio médico, dentário, gravidez seja através da Unimed, Aemflo ou outro organismo particular que trata do assunto.
Acho que este tipo de chamamento aos "patrões" é indelicado, deselegante, e por que não dizer totalmente desapropriado. Eu diria até que este tipo de indelicadeza a classe patronal seria muito bem vinda nos anos setenta onde o movimento sindical pós 64 era necessário mas nunca em 2007.
Acho que a discriminação deste tipo de tratamento a nós empresários e empreendedores que assumimos o risco do negócio e que somos constantemente prejudicados com alterações tributárias diárias nas leis brasileiras somente leva a um abismo cada vez maior entre patrões e empregados.
Uma empresa tem uma função social mas se ela não gerar lucro é totalmente inviável e terá que fechar as portas aumentando com isso o desemprego em nosso estado.
A vossa federação tem grandes responsabilidades e autorizar um folheto deste tipo é lamentável.
Acho que teriam que ter uma pequena parcela de sensibilidade para que chamamentos deste tipo fossem restritos aos vossos gabinetes.
Atenciosamente
Paulo Santos
Presidente

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