Eu, o Pxii,o Celso e os outros
Era uma vez um Cará.
Cará nasceu no seio da tradicional família de carás, a família Geophagus Brasiliensis, ou seja era bem brasileiro.
Quando do nascimento o seu pai o batizou de Pxii uma homenagem a seu netinho Wiquitor.
E desde miúdo seu pai o advertia com as coisas menos boas que coexistiam naquele rio: “quando vires uma coisa muito fácil, pense duas, três vezes antes. Comer por exemplo. Tenha sempre cuidado com o que comes, cuidado... pois anda sempre por ai alguns casos estranhos de desaparecimentos, de peixinhos grandes e pequeninos que por uma estranha força de sucção são puxados para cima para nunca mais se ouvir falar”.
E Pxii cresceu, assim rodeado de cuidados e sempre se dando bem na vida até que num belo domingo de sol ele resolveu acompanhar os seus novos amigos os robalos da família dos Cenetropomíudeos e estes eram da espécie Centropomus undecimalis ou seja era uma gente já experiente nestas lidas de sair por ai a abocanhar os mais pequeninos.
Estava ele na balada no rio junto com o seu novo amigo o Robalobo quando olhou para cima e o que viu deixou-o boquiaberto, estupefato, pois aquilo que ele viu era o que ele queria comer todos os dias, mas como era muito caro somente o comia no Natal ou quando a família comemorava o 25 de Abril ao som de Grândola Vila Morena do José Afonso. Um camarão vivinho da silva ali por cima da sua cabeça a balançar, a mover as perninhas daqui pra lá a espera da namorada, talvez.
- Olha ali em cima Robalobo e veja o que esta a nossa espera, um camarão...um camarão...um camarão....e daqueles tipo “dilaguna”.
Assim que fechou a boca viu o seu amigo Robalobo sair em uma "nadadoria" frenética abocanhando aquele lindo camarão e saindo em flexa pelo rio afora se deliciando com aquele petisco.
- Puxa vida...o meu velho pai diz para eu ficar esperto e de ter muito cuidado antes e agora perdi este camarãozinho rosinha tipo “dilaguna”...na próxima vez vai ser comigo mesmo.
Vou ficar mais atento.
Passou-se mais alguns minutos quando novamente viu outro camarão a pouco mais de meio metro abaixo da linha d’água a balançar-se, a mover as perninhas de uma maneira tão convidativa que o jovem Pxii não pensou nas palavras do seu pai...cuidado com o que comes...cuidado com as coisas fáceis de mais...que nada, camarão “dilaguna” aqui vou eu...ei, ei, o que esta acontecendo... estou sendo puxado para cima por este camarãozinho metido à besta...mas que força ele tem...estou tentando voltar pra trás mas não consigo ele é mais forte do que eu... e esta me levando para cima...para cima...para cima...e agora estou sentido o meu querido beicinho de beijar namoradinhas doendo, ai ta doendo, ui, ui, ui.....e agora o que esta acontecendo?.....quem é este homem sapiens gorduchus que esta me olhando...segurando-me e tirando este ferro da minha boquinha de beijar namoradinhas á noite...estou sentindo falta da minha querida águinha...estou com falta de ar e minha pele esta queimando acho que vou morrer... é chegou o meu fim pois este Homo sapiens gorduchus esta falando:
- Consegui, peguei um lindo cará.
É assim. Antes dos jogos do meu Grêmio escuto Celso Roth e alguns principais jogadores falarem: devemos ter muito cuidado com as jogadas pela direita pois este é o ponto forte do adversário....devemos ter cuidado com as bolas aéreas...teremos que ter muito cuidado com a jogada rápida de contra-ataque...e assim por diante.
E o que acontece....o que acontece é de que depois toma um gol do Figueira logo no inicio do jogo, se desespera para empatar, quase perde o jogo e no final vem àquela conversa de que...agora no próximo jogo temos que corrigir onde falhamos para não...
Agora somos o terceiro e se o meu tricolor não tiver muito cuidado com as coisas aparentemente mais fáceis, ter mais atenção poderá dentro de alguns dias depender de um pescador gordinho o seu destino. Frito, grelhado ou livre, leve e solto! A decisão é antes; não depois.
Atenção Grêmio para não morrer na praia ou fora dela. Numa canoa em Sampa no próximo domingo, sem nada para comemorar.
Paulo Santos
Presidente
Cará nasceu no seio da tradicional família de carás, a família Geophagus Brasiliensis, ou seja era bem brasileiro.
Quando do nascimento o seu pai o batizou de Pxii uma homenagem a seu netinho Wiquitor.
E desde miúdo seu pai o advertia com as coisas menos boas que coexistiam naquele rio: “quando vires uma coisa muito fácil, pense duas, três vezes antes. Comer por exemplo. Tenha sempre cuidado com o que comes, cuidado... pois anda sempre por ai alguns casos estranhos de desaparecimentos, de peixinhos grandes e pequeninos que por uma estranha força de sucção são puxados para cima para nunca mais se ouvir falar”.
E Pxii cresceu, assim rodeado de cuidados e sempre se dando bem na vida até que num belo domingo de sol ele resolveu acompanhar os seus novos amigos os robalos da família dos Cenetropomíudeos e estes eram da espécie Centropomus undecimalis ou seja era uma gente já experiente nestas lidas de sair por ai a abocanhar os mais pequeninos.
Estava ele na balada no rio junto com o seu novo amigo o Robalobo quando olhou para cima e o que viu deixou-o boquiaberto, estupefato, pois aquilo que ele viu era o que ele queria comer todos os dias, mas como era muito caro somente o comia no Natal ou quando a família comemorava o 25 de Abril ao som de Grândola Vila Morena do José Afonso. Um camarão vivinho da silva ali por cima da sua cabeça a balançar, a mover as perninhas daqui pra lá a espera da namorada, talvez.
- Olha ali em cima Robalobo e veja o que esta a nossa espera, um camarão...um camarão...um camarão....e daqueles tipo “dilaguna”.
Assim que fechou a boca viu o seu amigo Robalobo sair em uma "nadadoria" frenética abocanhando aquele lindo camarão e saindo em flexa pelo rio afora se deliciando com aquele petisco.
- Puxa vida...o meu velho pai diz para eu ficar esperto e de ter muito cuidado antes e agora perdi este camarãozinho rosinha tipo “dilaguna”...na próxima vez vai ser comigo mesmo.
Vou ficar mais atento.
Passou-se mais alguns minutos quando novamente viu outro camarão a pouco mais de meio metro abaixo da linha d’água a balançar-se, a mover as perninhas de uma maneira tão convidativa que o jovem Pxii não pensou nas palavras do seu pai...cuidado com o que comes...cuidado com as coisas fáceis de mais...que nada, camarão “dilaguna” aqui vou eu...ei, ei, o que esta acontecendo... estou sendo puxado para cima por este camarãozinho metido à besta...mas que força ele tem...estou tentando voltar pra trás mas não consigo ele é mais forte do que eu... e esta me levando para cima...para cima...para cima...e agora estou sentido o meu querido beicinho de beijar namoradinhas doendo, ai ta doendo, ui, ui, ui.....e agora o que esta acontecendo?.....quem é este homem sapiens gorduchus que esta me olhando...segurando-me e tirando este ferro da minha boquinha de beijar namoradinhas á noite...estou sentindo falta da minha querida águinha...estou com falta de ar e minha pele esta queimando acho que vou morrer... é chegou o meu fim pois este Homo sapiens gorduchus esta falando:
- Consegui, peguei um lindo cará.
É assim. Antes dos jogos do meu Grêmio escuto Celso Roth e alguns principais jogadores falarem: devemos ter muito cuidado com as jogadas pela direita pois este é o ponto forte do adversário....devemos ter cuidado com as bolas aéreas...teremos que ter muito cuidado com a jogada rápida de contra-ataque...e assim por diante.
E o que acontece....o que acontece é de que depois toma um gol do Figueira logo no inicio do jogo, se desespera para empatar, quase perde o jogo e no final vem àquela conversa de que...agora no próximo jogo temos que corrigir onde falhamos para não...
Agora somos o terceiro e se o meu tricolor não tiver muito cuidado com as coisas aparentemente mais fáceis, ter mais atenção poderá dentro de alguns dias depender de um pescador gordinho o seu destino. Frito, grelhado ou livre, leve e solto! A decisão é antes; não depois.
Atenção Grêmio para não morrer na praia ou fora dela. Numa canoa em Sampa no próximo domingo, sem nada para comemorar.
Paulo Santos
Presidente

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